Ela me contou planos para o futuro, diz amiga de dentista desaparecida em Santa Maria

Ela me contou planos para o futuro, diz amiga de dentista desaparecida em Santa Maria

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Uma das últimas pessoas a encontrar a dentista Bárbara Machado Padilha, que desapareceu em Santa Maria, na Região Central, no último sábado (10), foi a amiga e colega de profissão Márcia Severo. Elas se encontraram por volta das 13h30 do mesmo dia, quando Márcia foi ao consultório de Bárbara, em Tupanciretã, para atender a dois pacientes.

Segundo Márcia, a dentista recorria a ela para casos de implantes, sua especialidade, e as duas conversaram sobre assuntos de trabalho e carreira.

“Ela tinha planos pro futuro com o marido. E, inclusive, fez alguns investimentos no escritório”, conta Márcia.

A amiga relatou ainda que Bárbara havia manifestado a intenção de construir uma casa, no começo do ano, e comprou um scanner odontológico recentemente.

A dentista é considerada desaparecida desde as 19h daquele dia. Moradora de Tupanciretã, foi vista pela última vez em Santa Maria, a 90 km de distância da cidade de origem, na noite de sábado (10). De acordo com o delegado Sandro Meinerz, a dentista contratou uma corrida particular, com um motorista de aplicativo, para ir até a cidade, e não foi mais localizada.

Bárbara Machado Padilha de 32 anos está desaparecida desde o sábado (10) — Foto: Divulgação / Polícia Civil

Bárbara Machado Padilha de 32 anos está desaparecida desde o sábado (10) — Foto: Divulgação / Polícia Civil

Trabalho, conversas e foto juntas

De acordo com Márcia, os colegas de faculdade estão apreensivos e chocados com tudo. A situação é incompatível com a personalidade de Bárbara, considerada por ela responsável e tranquila. Nem mesmo no dia do sumiço houve nada que chamasse sua atenção.

“Notei ela um pouquinho mais quieta, mas sempre achei uma pessoa mais introspectiva. Não era muito extrovertida. Mas depois se soltou e, antes de ir embora, pediu pra tirar uma foto para postar no Instagram”, relata Márcia.

A foto foi postada e repostada. Por volta das 16h30, Márcia recolheu os materiais, guardou no carro e se despediram.

Ela retornou a Panambi, onde mora, a cerca de 115 km, e diz que só soube do desaparecimento da amiga às 9h do dia seguinte com uma ligação da mãe de Bárbara.

“Tinha zero noção. Para mim, estava normal, calma, tranquila. Não parecia nervosa”, acrescenta.

Márcia e Bárbara foram colegas na Universidade Franciscana (UFN), em Santa Maria. Ela descreve a amiga como uma pessoa inteligente, atenciosa, uma das melhores alunas da turma.

“Os pacientes gostam muito dela. É bem educada, bem ligada à família. Indo bem profissionalmente. Nunca fiquei sabendo que tivesse conflito com ninguém”, pontua.

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