Itália começa a voltar à “normalidade”

Foto: Divulgação | Arquivo Pessoal

Itália começa a voltar à “normalidade”

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O professor carazinhense Luis Eloi Stein, que mora em Roma, na Itália há cerca de 30 anos, voltou a conversar com a Diário AM 780 sobre a realidade italiana diante da pandemia de Covid-19. Nos primeiros meses do ano, o país passou por situação crítica. Em março, por exemplo, 900 mortos foram registrados em um único dia, tamanha a gravidade da pandemia.

Passados alguns meses, a realidade começa a voltar a uma certa normalidade, conforme conta Stein.

“Já respiramos um ar de normalidade. Lojas, bares, restaurante já reabriram, apesar de o movimento ainda ser restrito. Ainda são proibidas grandes aglomerações. Teatros, concertos, congressos, futebol ainda estão muito limitados. O Ministério da Saúde exige, em certas situações a coleta de nomes e dados de pessoas para verificar em caso de focos de contaminação. Por exemplo, se for festejar um aniversário, é preciso informar o nome de um responsável. É uma situação normal em termos”, relatou.

Stein destacou que o governo lançou incentivos econômicos, assim como tem ocorrido no Brasil.

“Acabaram de negociar mais de € 200 bilhões para serem usados nos próximos anos. Quem foi dispensado do emprego ou teve que ficar em casa está recebendo ajuda. São vários tipos de bônus que foram lançados”, citou.

A Itália possui muitas empresas de pequeno porte e segundo o professor, milhares não resistiram e já fecharam no primeiro trimestre. Algumas decretaram falências e outras estão conseguindo reabrir, mesmo com várias dificuldades. A previsão é que o índice de desemprego feche em 12% em 2020, nível semelhante ao registrado em 2008.

A Covid-19 está sob controle, na percepção do carazinhense. Novos casos continuam sendo registrados, mas em índices bem menores aos do início da pandemia. Na segunda-feira (27), por exemplo, foram 170 novos casos e cinco óbitos em todo país. Em março, chegou-se a registrar 900 mortes em um único dia.

Muitas empresas permanecem mantendo parte dos funcionários em home office, mas Stein revela que este é um assunto polêmico no país, pois muitos veem apenas vantagem para empregadores nestes casos.

O uso de máscara continua sendo exigido, especialmente em locais fechados e no comércio. Ao ar livre, o assessório é deixado um pouco de lado. Já o álcool gel virou um hábito entre os italianos.

As aulas naquele país da Europa devem retornar em setembro, mas as condições para isso ainda são estudadas. Por enquanto, as universidades, por exemplo, seguem realizando exames de forma remota.

O turismo, grande pilar da economia italiana está sendo retomado aos poucos. Stein disse que é possível identificar facilmente turistas em Roma, sobretudo de países próximos. Alguns vindos do Oriente também são notados.

 

*Diário

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