Homicídios no Rio Grande do Sul caem 21,9% em junho

Créditos: Rodrigo Ziebell/SSP/ Uirapuru

Homicídios no Rio Grande do Sul caem 21,9% em junho

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Mesmo diante dos menores índices de criminalidade da última década, alcançados no ano passado, o Rio Grande do Sul conseguiu aprofundar as reduções no primeiro semestre de 2020.

Com a retração de 21,9% no número de homicídios em junho, na comparação com o mesmo mês de 2019, o total acumulado na primeira metade deste ano também fechou em queda, de 8,7%. Divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) nesta quinta-feira (9), os indicadores de criminalidade mostram ainda que os crimes patrimoniais continuam em franco declínio.

Mesmo diante dos menores índices de criminalidade da última década, alcançados no ano passado, o Rio Grande do Sul conseguiu aprofundar as reduções no primeiro semestre de 2020.

Com a retração de 21,9% no número de homicídios em junho, na comparação com o mesmo mês de 2019, o total acumulado na primeira metade deste ano também fechou em queda, de 8,7%. Divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) nesta quinta-feira (9), os indicadores de criminalidade mostram ainda que os crimes patrimoniais continuam em franco declínio.

A redução na leitura isolada de junho teve importante contribuição para o resultado no acumulado semestral. O total de vítimas passou de 160 para 125, o menor para o mês desde 2009, quando foram 123 mortes. Entre esses 125 óbitos em junho no RS, 16 foram de presos que tiveram liberdade concedida pelo Judiciário – 12,8% do total. Caso essas mortes não tivessem ocorrido, a retração nos homicídios frente a junho do ano passado teria sido ainda maior, de 31,9%.

As libertações ocorrem durante a vigência da recomendação nº 62 do Conselho Nacional de Justiça, que “recomenda aos tribunais e magistrados a adoção de medidas preventivas à propagação da infecção pelo novo coronavírus (Covid-19) no âmbito dos sistemas de justiça penal e socioeducativo”. Desde março, chega a 56 o número de detentos soltos e que acabaram assassinados, 47,4% acima dos 38 mortos após soltura no mesmo período de 2019.

Fora esse ponto, a pandemia da Covid-19, que nos crimes patrimoniais tem mostrado efeito redutor, não tem grande influência sobre os assassinatos. Em abril e maio, quando a retomada de atividades proporcionada pelo modelo de distanciamento controlado não havia sido tão intensa quanto em junho, o indicador teve altas.

De acordo com a delegada Vanessa Pitrez, diretora do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil, a redução dos homicídios em junho reflete a intensificação do trabalho integrado entre as forças de segurança da SSP em áreas conflagradas, o que possibilitou ampliar as prisões de suspeitos de assassinato.

Foi essa intensificação do trabalho integrado das polícias que permitiu zerar os casos de homicídio em alguns dos mais populosos municípios do Estado em junho. Canoas, Pelotas e Gravataí – terceira, quarta e sexta cidades no ranking de habitantes do RS, conforme a estimativa populacional do IBGE – encerram o sexto mês do ano sem nenhum registro de assassinato. Novo Hamburgo, sétimo município em número de moradores, teve apenas um caso.

A estratégia é desdobramento do plano traçado pelo Programa RS Seguro, que em seu Eixo 1 orienta o combate à criminalidade onde ela mais se faz presente. Os indicadores comprovam que o trabalho de inteligência, integração e investimento qualificado nos 18 municípios até então priorizados puxaram as reduções no quadro geral. Desse grupo, 10 cidades encerram o mês de junho sem nenhum caso de homicídio: além de Canoas, Pelotas e Gravataí, também não houve assassinatos em Cachoeirinha, Capão da Canoa, Esteio, Guaíba, Santa Maria, Sapucaia do Sul e Tramandaí.

A Capital, que também integra o grupo dos 18 municípios, foi a cidade com maior queda absoluta nos homicídios na comparação dos primeiros semestres de 2019 e 2020, com 26 mortes a menos. O número de vítimas caiu de 175 para 149 (-14,9%), o menor total para o período desde 2010.

No ranking das 10 maiores reduções de homicídio no semestre, as sete primeiras posições e a décima estão ocupadas por municípios priorizados pelo RS Seguro até junho.

O êxito na estratégia do foco territorial levou o RS Seguro a anunciar, no início deste mês, a ampliação do grupo de municípios priorizados de 18 para 23. O comitê executivo do programa qualificou os critérios técnicos para a escolha das cidades a serem agregadas, de forma a refletir o cenário mais recente da criminalidade no Estado.

A partir de três diferentes simulações de ranqueamento pela incidência de crimes violentos letais intencionais (CVLI), foram selecionados os municípios de Bento Gonçalves, Cruz Alta, Farroupilha, Ijuí e Lajeado. As forças de segurança dessas cinco cidades, que estão realizando a capacitação das equipes e a definição de seus indicadores locais, já participaram da reunião de governança da Gestão de Estatística em Segurança (GESeg), realizada nesta quinta-feira (9), para acompanhar a dinâmica do ciclo mensal de análise dos dados.

Latrocínios têm queda de 12,8% no semestre

Além de menos homicídios, o primeiro semestre de 2020 também representou a redução dos roubos com morte no RS. Na comparação com igual período do ano passado, a queda foi de 12,8% – o número de casos no período caiu de 39 para 34. É o menor acumulado desde 2009, quando houve 29 latrocínios nos seis primeiros meses.

Em junho, houve sete ocorrências, duas a mais (40%) do que no mesmo mês de 2019, mas o total ainda é o segundo mais baixo desde 2012.

Roubo de veículos em junho é o menor da história para o mês

Além das significativas baixas nos crimes contra a vida, o primeiro semestre de 2020, com mais da metade do período já sob a influência da pandemia do novo coronavírus, encerrou com marcas inéditas entre os delitos patrimoniais. Um dos destaques positivos foi a redução de 19,8% nos roubos de veículos em relação aos primeiros seis meses de 2019, passando de 6.045 ocorrências para 4.850 – 1,1 mil casos a menos.

*Uirapuru / Governo do Estado

 

 

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